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Aprendendo a tolerar o desconforto… com afeto

Descobrindo como o afeto e as pequenas alegrias podem nos ajudar a enfrentar o que é difícil e ressignificar o dia a dia.

Mulher passeando com cachorrinho

Nem nos meus sonhos eu imaginava viver algo assim. 🐾🤍

Tenho duas cachorras, Zoe e Frida, e confesso que não sou a maior fã de passeios na rua. O caminho não ajuda: é cheio de subidas e descidas, buracos, calçadas tortas, ladeiras que cansam só de olhar. Tem moto que passa feito um raio, assusta todo mundo — inclusive a mim e elas.

Mas mesmo assim, a gente vai. Quer dizer… meu esposo, Breno, vai bem mais do que eu. Chova ou faça sol, ele dá um jeito. É mais tolerante ao desconforto do que eu, e isso me inspira.

E tem uma parte que eu amo: a rota dos cachorros da vizinhança. Criamos personalidades para cada um deles e é impossível não rir.

Tem o Touro Ferdinando, o Téo Cardiopata, o BREEEEEEDI, a Família Shitzu, o Bolinha, o SalchiCÃO, a Wegla Wegla, a Mel, o Pretinho, o Casa com Caminha, o ShowShow… É como se tivéssemos um elenco inteiro que nos espera na rua.

O passeio vira conversa, piada interna, diversão. E no meio disso tudo, somos uma família andando junta pela rua. E olha… ser família nesse pequeno gesto me faz sentir especial. Nem nos meus sonhos eu imaginaria viver algo tão simples e tão bonito assim.

Na DBT (Terapia Comportamental Dialética), falamos sobre tolerância ao mal-estar, que é a habilidade de seguir com o que importa mesmo quando o momento não está ideal. É um treino. Um aprendizado. E eu ainda estou aprendendo.

Mas sair de casa com as cachorras, rir no meio do caos e me sentir parte de algo bom… também é uma forma de cuidar disso.

Você também tem algo desconfortável que se transforma quando é vivido com afeto?